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O que eu sinto, eu não ajo. O que ajo, não penso. O que penso, não sinto. Do que sei, sou ignorante. Do que sinto, não ignoro. Não me entendo e ajo como se me entendesse. (Clarisse Lispector)

Me envolva toda em seus braços,e eu serei o perfeito AMOR ...

Eu,por eu mesma.

Eu,por eu mesma.
Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...Ou toca, ou não toca.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Ensino de LITERATURA na era dos extremos.


Atualmente os professores estão preocupados apenas em ensinar uma gramática normativa e o que se percebe é que com esse método tradicional os alunos estão sentindo dificuldades em ler e interpretar textos, devido à ausência de interação entre o aluno e o texto literário. Este e acaba aceitando a interpretação do professor sem promover dialogo com o texto. A tradicional aula de literatura em que predomina a memorização das características de estilos de época, nome de escritores e obras não atendem mais as necessidades educativas dos alunos. Os discentes precisam ser incentivados a serem críticos e formadores de opiniões, viverem a historia, tornando-se autores, dialogando com o texto.
“Para se conseguir que o aluno se torne um leitor critico, o ensino deve colocar o texto como uma possibilidade de reflexão e recriação associado à atividade de leitura, a produção de outros textos pelos alunos e facilitando a expressão de suas visões sobre o texto.”
Cabe ao professor discutir e analisar o texto com o aluno, dando sua opinião, mas respeitando os argumentos dos referidos; uma vez que a literatura como toda arte é a expressão do próprio homem.

Vinícius de Moraes - O poeta da paixão.

























 


sábado, 5 de fevereiro de 2011




Muitas vezes pensamos saber de tudo...
Mas quando pensamos saber de tudo, é sinal de que ainda não aprendemos nada.
Um só dia pode ser mais importante que muitos anos de aprendizado.
O dia em que tivermos a humildade para reconhecer nossas fraquezas e nossos limites,
O dia em que tivermos a humildade para aceitar que nossa sombra nos acompanha 
E que devemos nos esforçar – Sempre - para ir além das necessidades do nosso ego
Para evoluir como seres humanos em direção a um bem maior.
O julgamento alheio não é importante,
O que realmente importa é nossa paz interior.
Cultive-a a fim de criar o seu bem viver.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Língua Portuguesa



Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie - nem sequer mental ou de sonho -, transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim cria ritmos verbais, ou os escuta de outros. Estremeço se dizem bem. Tal página de Fialho, tal página de Chateaubriand, fazem formigar toda a minha vida em todas as veias, fazem-me raivar tremulamente quieto de um prazer inatingível que estou tendo. Tal página, até, de Vieira, na sua fria perfeição de engenharia sintáctica, me faz tremer como um ramo ao vento, num delírio passivo de coisa movida.
Como todos os grandes apaixonados, gosto da delícia da perda de mim, em que o gozo da entrega se sofre inteiramente. E, assim, muitas vezes, escrevo sem querer pensar, num devaneio externo, deixando que as palavras me façam festas, criança menina ao colo delas. São frases sem sentido, decorrendo mórbidas, numa fluidez de água sentida, esquecer-se de ribeiro em que as ondas se misturam e indefinem, tornando-se sempre outras, sucedendo a si mesmas. Assim as ideias, as imagens, trémulas de expressão, passam por mim em cortejos sonoros de sedas esbatidas, onde um luar de ideia bruxuleia, malhado e confuso.
Não choro por nada que a vida traga ou leve. Há porém páginas de prosa que me têm feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo, da noite em que, ainda criança, li pela primeira vez numa selecta o passo célebre de Vieira sobre o rei Salomão. "Fabricou Salomão um palácio..." E fui lendo, até ao fim, trémulo, confuso: depois rompi em lágrimas, felizes, como nenhuma felicidade real me fará chorar, como nenhuma tristeza da vida me fará imitar. Aquele movimento hierático da nossa clara língua majestosa, aquele exprimir das ideias nas palavras inevitáveis, correr de água porque há declive, aquele assombro vocálico em que os sons são cores ideais - tudo isso me toldou de instinto como uma grande emoção política. E, disse, chorei: hoje, relembrando, ainda choro. Não é - não - a saudade da infância de que não tenho saudades: é a saudade da emoção daquele momento, a mágoa de não poder já ler pela primeira vez aquela grande certeza sinfónica.
Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa . Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem pessoalmente. Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.
Sim, porque a ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-ma do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.

A arte de viver é a arte de conviver.

A arte de viver é a arte de conviver.

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Deficiente é...

Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
Louco é quem não procura ser feliz com o que possui. Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.
E só têm olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético é quem não consegue ser doce.
Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois Miseráveis são todos que não conseguem falar com Deus. A amizade é um amor que nunca morre.