Jesus - Meu melhor amigo.

Jesus - Meu melhor amigo.

Olá,você é o visitante n°

Contador de visitas
Minha foto
Irecê, Bahia, Brazil
O que eu sinto, eu não ajo. O que ajo, não penso. O que penso, não sinto. Do que sei, sou ignorante. Do que sinto, não ignoro. Não me entendo e ajo como se me entendesse. (Clarisse Lispector)

Me envolva toda em seus braços,e eu serei o perfeito AMOR ...

Eu,por eu mesma.

Eu,por eu mesma.
Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...Ou toca, ou não toca.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Estrutura Curricular do curso de Letras.

Estrutura Curricular
___________________________________________________________________

1º Semestre

Estudos Filosóficos – 45h
Ementa: Reflete sobre o desenvolvimento das correntes filosóficas no Ocidente, enfatizando a influência da Filosofia clássica na constituição do pensamento contemporâneo e sua importância para a compreensão da natureza e da sociedade humanas, bem como para o desenvolvimento de princípios libertários e éticos na prática pedagógica e no cotidiano.
Significação e Contexto – 60h
Ementa: Estuda os processos semânticos e analisa a relação do significado com o contexto, considerando as abordagens da semântica, da pragmática e da lexicologia.
Práticas Pedagogicas I – 90h
Ementa: Discute e analisa o conceito de educação, as políticas públicas em Educação e a influência das diversas tendências pedagógicas brasileiras nas práticas metodológicas do ensino de língua portuguesa e de literatura com o objetivo d de estabelecer a efetiva relação entre a teoria, a prática e a pesquisa, confrontando os diversos períodos e as mudanças que tenham se efetivado nas escolas, principalmente no que se refere à ministração dos conteúdos de língua e literatura.
Seminário Interdisciplinar de Pesquisa I – 45h
Ementa:
Introdução da Metodologia da Pesquisa. Leitura e análise crítica de textos científicos.
Estrutura e apresentação de trabalhos científicos e acadêmicos (esquema, fichamento, resumi etc.). normas para elaboração de trabalhos científicos e acadêmicos. (ABNT). Elaboração de roteiros para apresentação de seminário. Estudo interdisciplinar do tema norteador: Linguagem e significação. Orienta e articula a socialização dos trabalhos realizados durante o semestre
Estudos Teóricos do Texto Literário – 60h
Ementa: Estudo dos elementos constitutivos do texto literário, sua linguagem, sua forma, sua classificação, sua distribuição em gêneros, bem como seu transbordamento e rasuras.
Leitura e Produção de Texto – 60h
Ementa: Ocupa-se das estratégias de leitura e produção de textos orais e escritos, considerando os aspectos formais e estilísticos e sua relação contextual e situacional.
Estabelecimento dos Estudos Lingüísticos – 60h
Ementa: Estuda a linguística no seu percurso histórico – dos gregos e contemporaneidade. Analisa as contribuições das diversas teorias lingüísticas para a investigação dos usos da língua.
___________________________________________________________________

2º Semestre

Prática Pedagógica II – 105h
Ementa: Discute o planejamento, a relação professor-aluno e a avaliação, vivenciando situações de ensino-aprendizagem de temas lingüísticos e literários relacionados aos conteúdos abordados na Educação Básica.
Seminário Interdisciplinar de Pesquisa II – 45h
Ementa: Fundamentos da metodologia científica. Técnicas para elaboração e trabalhos científicos e acadêmicos. Normas para elaboração de trabalhos científicos. (ABNT) (Resenha). Elaboração e apresentação de seminários (teoria e prática). Estudo interdisciplinar do tema Norteador: Linguagem e Ideologia. Orienta e articula a socialização dos trabalhos realizados durante o semestre.
Morfologia e a Construção do Significado – 60h
Ementa: Estuda a constituição mórfica da língua portuguesa, comparando abordagens diversas sobre os processos de flexão e de formação de palavras e sobre os critérios que definem e distinguem as categorias gramaticais, visando a sua aplicabilidade tanto à pesquisa quanto ao ensino da língua.
Tradição e Ruptura em Literaturas de Língua Portuguesa – 60h
Ementa: Estudos das formas diferenciais de tradição formal e/ou civilizatória nas literaturas de língua portuguesa, bem como as forças históricas, sociais e estéticas que motivaram suas rupturas, seja elas internas e/ou externas ao sistema literário.
Estudos Sócio-Antropológicos – 45h
Ementa: Estuda e analisa a formação dos grupos sociais, utilizando a fundamentação da sociologia e da antropologia para estabelecer a sua influência nas diversas manifestações da linguagem.
Estudo da Produção Literária no Brasil – 45h
Ementa: Estudo da produção literária brasileira, considerando o contexto sociocultural, histórico e estilístico dos textos selecionados para compreender a questão da identidade nacional em suas diferentes concepções, bem como a dialética localismo X universalismo
Componente Adicional – 30h
Ementa:
___________________________________________________________________

3º Semestre

Estudos Epistemológicos da Aprendizagem – 60h
Ementa: Estuda as principais teorias de aprendizagem e suas concepções a respeito do homem e de sua formação como sujeito, analisando os processos envolvidos na aprendizagem, a fim de viabilizar um trabalho educacional
Prática Pedagógica III – 105h
Ementa: Estuda as diferentes formas de Planejamento educacional, Pedagogia de Projetos, Projetos Pedagógicos. Discute as diferentes teorias de currículo numa perspectiva Histórica e suas interferências no ensino de Língua portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa.
Seminário Interdisciplinar de Pesquisa III – 45h
Ementa: Discute as inter-relações entre os tipos de conhecimentos e de pesquisa científica na estruturação da ciência. Normas NBR/ ABNT. Orienta a construção de trabalhos científicos e acadêmicos e introdução e elaboração de artigos científicos. Estudo interdisciplinar do tema norteador: Múltiplas Linguagens. Orienta e articula a socialização dos trabalhos realizados durante o semestre.
Construção do Sentido no Texto Literário – 60h
Ementa: Estuda as várias possibilidades de leitura que o texto Literário oferece, oportunizando ao aluno, a partir da sua sensibilidade e das suas experiências pessoais, efeito de fluição estética que as diversas linguagens são capazes de produzir.
Relações Sintáticas na Língua – 60h
Ementa: Estuda a organização sintática da língua portuguesa, observando as relações morfossintáticas entre os elementos da estrutura frasal e as considerações de gramáticas diversas, correlacionando esses conteúdos aos trabalhos no ensino básico bem como levantando temas que possam ser objetos de investigação científica.
O Estético e o Lúdico na Literatura Infanto-Juvenil – 60h
Ementa: Estuda o estético e o lúdico  na literatura infanto–juvenil, analisando a relação entre o imaginário e a realidade. Discute os conceitos, a história e as condições de produção e recepção do texto, tanto da linguagem oral, quanto da linguagem escrita.
Literatura e Outras Artes – 45h
Ementa: Analisa as relações intersemióticas dos diferentes textos, verificando o cruzamento de leituras e concebendo a literatura com um texto/signo entre muitos outros da expressão artística na comunidade humana.
___________________________________________________________________

4º Semestre

Prática Pedagógica IV – 105h
Ementa:Discute as Tecnologias da Comunicação e Informação com ênfase em Educação à Distância na ensino de Língua Portuguesa e Literaturas. Estuda a Ludicidade no processo de mediação da aprendizagem, bem como as metodologias no ensino de Língua Portuguesa e Literaturas.
Seminário Interdisciplinar de Pesquisa IV – 45h
Ementa: Estuda o Método Científico na Educação. Orienta para a construção de trabalhos científicos e acadêmicos; Estrutura de Relatórios (diversos tipos). Normas para a elaboração de trabalhos científicos (ABNT). Estudo Interdisciplinar do Tema Norteador: Linguagem e Sociedade. Orienta e articula a socialização de trabalhos desenvolvidos durante o semestre.
Psicologia e Educação – 30h
Ementa: Aborda as contribuições das relações entre Psicologia e Educação para uma fundamentação científica do estudo dos fenômenos educativos escolares: a sua compreensão e explicação, o planejamento e execução de ações educativas mais enriquecedoras e eficazes e os esforços para resolver dificuldades e problemas que surgem de mudanças intrapessoais e dos conhecimentos relativos aos processos de comunicação interpessoal, mediante os quais se exercita, em parte, a práxis pedagógica.
Texto e Discurso – 60h
Ementa: Estuda o processo de construção de textos diversos (orais e escritos) numa perspectiva de articulação entre o componente lingüístico, o histórico-social e ideológico.
Cânones e Contextos na Literatura Brasileira – 60h
Ementa: Estudo de obras e autores cuja permanência se sustenta na reiteração de leituras e revisões críticas ao longo do tempo, tendo em vista o contexto sócio-cultural.
Estudos Fonéticos e Fonológicos – 60h
Ementa: Estuda a constituição fonético-fonológica da língua portuguesa, considerando as diferentes realizações fonéticas e destacando a importância da sua compreensão no processo de aprendizagem da escrita.
Diversidade Lingüística – 45h
Ementa: Estuda a diversidade da língua portuguesa enfocando as abordagens da Sociolingüística e da Dialectologia, com ênfase na diferenciação dialetal do português brasileiro.
___________________________________________________________________

5º Semestre

Seminário Interdisciplinar de Pesquisa V– 45h
Ementa:Estuda as tendências contemporâneas na pesquisa educacional. Orienta a construção de projetos de pesquisa. Normas para a elaboração de trabalhos científicos (ABNT). Estudo  interdisciplinar do tema norteador: Linguagem e História. Orienta e articula a socialização dos trabalhos desenvolvidos durante o semestre.
Estágio I – 105h
Ementa: Discute os objetivos e metodologias do ensino de Língua Portuguesa e Literatura no Ensino Fundamental, de 5ª. à 8ª. séries e Ensino Médio. Além disso, desenvolve observações e análises das práticas pedagógicas escolares e de outros aspectos educativos, visando à elaboração de projetos de ensino e extensão.
Cânones e Contexto na Literatura Portuguesa – 60h
Ementa: Estudo de obras e autores portugueses cuja permanência se sustenta na reiteração de leituras e revisões críticas ao longo do tempo, tendo em vista o contexto sócio-cultural.
Constituição das Línguas Românicas – 45h
Ementa: Estuda as transformações que o latim sofreu em sua evolução para as línguas românicas, considerando-se os aspectos fonético-fonológicos, morfossintáticos e lexicais.
Literatura e Cultura Afro-brasileira – 60h
Ementa: Estuda Textos de Literatura de Língua Portuguesa que aborda a questão étnico racial, visando o resgate e a valorização do povo negro, assim como a sua contribuição para a formação da cultura brasileira.
Língua e Cultura Latinas– 60h
Ementa: Estuda a sócio-história e a expansão da Língua Latina, analisando sua estrutura interna e direcionando-a para a compreensão do Português, assim como a contribuição dos Romanos nos aspectos Lingüísticos e Culturais.
Estudo da Ficção Brasileira Contemporânea – 60h
Ementa: Estudo seletivo de autores, obras e questões relevantes para a compreensão da ficção contemporânea brasileira.
___________________________________________________________________

6º Semestre

Formação Histórica da Língua Românicas– 45h
Ementa:Estuda a origem, a constituição e expansão das línguas românicas, com ênfase na língua portuguesa, determinando os fatores sociohistóricos e lingüísticos que contribuíram para esse processo.
Estágio II – 105h
Ementa: Desenvolve estudos de casos e estudos diagnósticos com vistas à elaboração de projetos diversos para serem aplicados em espaços educativos variados, bem como mini-cursos e oficinas pedagógicas direcionadas a programas de ensino tanto para instituições como para projetos comunitários.
Seminário Interdisciplinar de Pesquisa VI– 45h
Ementa: Estuda as noções gerais sobre a dinâmica da pesquisa com ênfase em métodos e técnicas nas ciências sociais. Revisão e levantamento bibliográfico da temática com objeto de pesquisa, com vistas ao T.C.C. Normas para elaboração de trabalhos científicos (ABNT). Estudo interdisciplinar do tema norteador: Linguagem e Cultura. Projeto de pesquisa aplicado a Língua e Literatura. Orienta e articula a socialização dos trabalhos realizados durante o semestre.
Literatura: Critica, História, Cultura e Sociedade. – 60h
Ementa: Estudo dos conceitos de crítica e história, relacionados aos conhecimentos da teoria, tendo em vista também a história dos fatos e valores sócio-econômicos, políticos e culturais numa perspectiva contemporânea que compreenda a literatura como fenômeno da cultura e como prática social, relacionada aos diversos campos do saber e da arte, numa abordagem intertextual e interdisciplinar.
Língua Estrangeira Instrumental I– 45h
Ementa: Estuda as relações gramaticais que se estabelecem na língua estrangeira em estudo, compreendendo a sua função na organização dos textos.
Aspectos da Literatura Portuguesa – 45h
Ementa: Reflexão sobre aspectos que norteiam o universo literário português, tanto em relação às formas narrativas quanto às formas poéticas. Enfoque de questões como o agenciamento mútuo entre passado e presente, o tratamento crítico de arquétipos e mitos, a busca de identidade cultural, a singularização da linguagem enquanto produtividade dinâmica de sentidos, entre outras.
Língua e Literatura Latinas– 60h
Ementa: Estuda a língua e as fontes literárias do Latim, focalizando a sua influência no panorama Literário Português.
Componente Adicional – 30h
Ementa:
___________________________________________________________________

7º Semestre

Estágio III– 105h
Ementa: Elabora  e desenvolve projetos de docência em classes de Ensino Fundamental, de 5ª. à 8ª. série, na área de Língua Portuguesa e Literatura, discutindo procedimentos didáticos e metodológicos para optimização do ensino da língua materna.
Seminário Interdisciplinar de Pesquisa VII – 30h
Ementa: Orienta a construção de aporte teórico que fundamenta o trabalho científico nas diversas modalidades com vistas e elaboração do T.C.C. Orienta e articula a socialização dos trabalhos realizados durante o semestre. Estudo interdisciplinar do tema norteador: Linguagem e Ciência
Crítica Textual: Edições e Estudos– 45h
Ementa: Estuda os textos numa abordagem filológica, com ênfase para as teorias e modelos de edição pertinente às diversas situações textuais, considerando-os como instrumentos de análise lingüística e literária.
Língua Estrangeira Instrumental II – 45h
Ementa: Ocupa-se das estratégias de compreensão, interpretação e produção de textos, incluindo procedimentos e estratégias de tradução.
Constituição Histórica do Português Brasileiro– 60h
Ementa: Reflete sobre o processo de constituição do português do Brasil, observando a contribuição das línguas indígenas e africanas e dos elementos históricos e culturais que o diferenciam do português europeu.
Estudo da Produção Literária Baiana – 60h
Ementa: Estuda obras de autores baianos, discutindo aspectos fundamentais para a compreensão do quadro da literatura produzida na Bahia.
___________________________________________________________________

8º Semestre

Componente Adcional– 30h
Ementa:
Componente Adcional– 45h
Ementa:
Estágio IV– 105h
Ementa: Elabora e desenvolve projetos de docência, em classes de Ensino Médio na área de Língua Portuguesa e Literatura, discutindo procedimentos didáticos e metodológicos para optimização do ensino da língua materna.
TCC – Trabalho de Conclusão de Curso – 45h
Ementa: Desenvolve estudos de temas discutidos e trabalhos ao longo do curso vinculados à formação acadêmica, culminando na elaboração e apresentação de uma monografia.
http://www.uneb.br/seabra/dcht/letras-por/estrutura-curricular/

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Relatório de Observação:

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB
DCHT – CAMPUS XVI – IRECÊ


RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO DE PRÁTICA DOCENTE.

NELCIMARE LACERDA DUARTE FERREIRA


IRECÊ
2011


AGRADECIMENTOS:
Agradeço em primeira instância a Deus, afinal sem a Sua permissão nada é possível. Ao meu esposo, companheiro e amigo por me apoiar e me dá forças em minha caminhada acadêmica, a minha filha, razão do meu viver que me enche de alegria e estímulo e renova as minhas energias (...). A equipe gestora da escola Joel Americano Lopes pela compreensão e solidariedade. E por fim as minhas colegas Deisiane e Zulene por compartilharem comigo essa atividade tão necessária para a nossa formação profissional.

                                              INTRODUÇÃO
Este relatório tem a finalidade de apresentar a experiência da prática de ensino docente na disciplina de Língua Portuguesa, vivenciadas no período de observação na Escola Joel Americano Lopes, situada na Rua 03 de fevereiro, Bairro São José – Irecê – Bahia; atendendo a uma exigência da grade curricular da Universidade do Estado da Bahia – UNEB do Curso de Licenciatura em Letras com Habilitação em Língua Portuguesa.
                                           DESENVOLVIMENTO:
As etapas que antecedem à prática de ensino docente são basicamente a observação. Anteriormente, ao período de observação da prática docente, foi realizada uma visita a escola para a realização da análise do espaço físico. A escola dispunha de data show, aparelho de som, aparelho DVD, ventilador, quadra esportiva, área para lazer e para jogos.
Segundo, a equipe gestora da Instituição, a Escola Joel Americano Lopes, a princípio, pertencia ao estado sendo posteriormente municipalizada. Na mesma conversa nos foi relatado que a escola atende alunos de Ensino Fundamental como também Educação de Jovens e Adultos (EJA).
A equipe gestora da Instituição nos relatou que os docentes da escola estão comprometidos em que seus alunos desenvolvam suas competências e habilidades, preparando-os para uma vida profissional qualificada e que atenda aos anseios da sociedade da qual fazem parte.
A atividade de observação de uma docente graduada na área de letras, com sua vasta experiência, permitiu reafirmar que nos dias atuais, o professor não é o dono do conhecimento, mas é aquele que tem definido o seu papel de subsidiar seus alunos na construção efetiva do saber, Como mediador do conhecimento, o professor utiliza sua posição docente para despertar em seus alunos a curiosidade, ensinando-os a pensar, a serem persistentes e terem o respeito consigo mesmo e com o seu próximo.
Nessa fase da observação, tornou-se evidente a concepção de que o professor hoje desempenha vários papéis, todos de grande importância para o desenvolvimento das futuras gerações, devendo encarar com seriedade sua profissão e levando seus alunos a terem esclarecimentos e refletirem sobre a realidade em que vivem.
Inicialmente, durante o período que realizei a observação da prática docente, da disciplina na referida Escola, achei um pouco delicado e  difícil, pois de certa forma é constrangedor, você está dentro de um ambiente que não é seu, aliado ao fato do professor não gostar de ser observado, pois para muitos docentes, uma observação em sua sala, efetiva-se em uma vigilância, pois temem críticas sobre o seu trabalho.
Na sala de aula que realizei a observação, presenciei uma docente comprometida com o ensino, engajada em suas atividades e sempre buscando melhorias para seus alunos, procurando sempre desenvolver atividades condizentes com a realidade dos mesmos.
Observei alunos do 8° ano que,por sua vez  corresponde a 7 ° série . A classe era formada de adolescentes entre 14 a 16 anos, cada um com seu modo de assistir as aulas de seu ângulo,eram agitados,eférvicos, cheios de energia e a grande maioria indisciplinados, alguns despreocupados com o assunto e outros demonstrando interesse em assimilar os conteúdos explanados pela docente.


Ser professora de Língua Portuguesa é buscar sempre inovações. Deve-se ler, realizar comentários e correção dos textos produzidos pelos alunos e também das suas próprias dificuldades em atingir seus objetivos diante de plano de aula. Deste profissional depende uma grande quantidade de atividades para correção, sendo necessário também à escolha de uma seleção de critérios para correção dos textos, que podem ser usados somente pelo professor, ou também, pelos alunos. Nessa etapa, a escrita é bastante importante, já que é um processo de grande complexibilidade.
É necessário frisar que todos os profissionais de outras disciplinas têm a responsabilidade de trazer o aluno para as descobertas de suas habilidades e competências, esquecendo eles que todos são responsáveis por esta busca de conhecimento e fazer com que o aluno se descubra e expanda seus saberes. Mas, infelizmente, no último momento, todos crêem que somente o profissional da área de Língua Portuguesa é quem deve assumir as queixas e os problemas trazidos pela escrita nas produções textuais e em outras atividades correlacionadas.
Durante os dias que freqüentei as aulas da docente, presenciei atividades de produção textual como um processo de avaliação, através da revisão textual elaborada pelos alunos.
Segundo Koch, I.V,
A produção textual é uma atividade verbal, a serviço de fins sociais e, portanto, inserida em contextos mais complexos de atividades; trata-se de uma atividade consciente, criativa, que compreende o desenvolvimento de estratégias concretas de ação e a escolha de meios adequados à realização dos objetivos; isto é, trata-se de uma atividade intencional que o falante, de conformidade com as condições sob as quais o texto é produzido, empreende, tentando dar a entender seus propósitos ao destinatário através da manifestação verbal; é uma atividade interacional, visto que os inseridos, de maneiras diversas, se acham envolvidos na atividade de produção textual; (p.22).
A partir dessa afirmação, crendo que o trabalho com textos só terá uma grande fluência e desenvolvimento dependendo da concepção que as pessoas envolvidas no processo tem sobre a linguagem, defino claramente que o trabalho a ser realizado em sala de aula, exige uma interação entre todos. Na sala de aula observada, percebi que a docente tinha grande conhecimento sobre esse tipo de atividade, estando sempre perto do aluno quando este realizava a atividade de interação e fazendo com que os mesmos interagissem entre si, o que foi bastante significativo e importante.
A presença de outra pessoa naquele momento, na sala de aula, não trouxe constrangimentos para a turma nem para a docente, pois os alunos a questionavam a todo o tempo e ela esclarecia sempre com bastante segurança, o que é positivo, especificamente para o ensino de Língua Portuguesa.
Um fato bastante interessante e que me chamou a atenção é que atualmente se fala muito em inovação, mas a professora em questão utiliza ainda do método tradicionalista do ato de escrever, mas existia uma preocupação constante de explorar a expressão do pensamento do aluno tanto para a realização do texto escrito como na expressão oral. Em todas as etapas da atividade, a docente aproximou os seus alunos também do processo da escrita, que é imprescindível para que o texto do aluno retrate o ideal do seu imaginário.
É importante destacar que para trabalhar textos mais profundamente, realizando abordagens de maneira critica sem desfacelar sua estrutura ou o esquema produzido pelos alunos, deve ser colocado em prática, metodologias que tragam estratégias que o aluno não exclua o aluno do processo. Mesmo aqueles com mais deficiência em atividades textuais. Caso isso aconteça, o professor deve estar em alerta, dando sempre suporte para a melhoria, até porque a escrita e reescrita de uma produção textual é uma maneira de se avaliar o aluno e também o docente se auto avaliar, realizando reflexões de como a atividade foi executada e finalizada, tornando evidente também suas falhas.
Segundo Cipriano Luckesi,
“Na verdade, os alunos e professores poderiam encontrar na atividade de escrituração um espaço social de interlocuções, de respeito à opinião do outro de forma de expressão lingüística e de pontos de vista diversos. Isto também é avaliação e ao mesmo tempo auto-avaliação. A avaliação é um perguntar-se constante e consciente. É um pensar livre, mas crítico, que ajuda a pessoa do aluno a se situar como agente de sua aprendizagem, de forma responsável e dinâmica. “A definição mais comum adequada encontrada nos manuais, estipula que a avaliação é um julgamento de valor sobre manifestações relevantes da realidade, tendo em vista uma tomada de decisão” (1996: 33).
Quando falamos em Avaliação, entramos numa questão bastante delicada, mas de suma importância, por que no momento que nos predispomos a trabalhar com textos escritos por alunos e que serão avaliado pelo docente, alertamos para o fato de ser necessário por em prática um sentido amplo de cidadania, pois ao lermos o que o aluno escreveu e respeitar as idéias de seu imaginário, ajudando-o a desenvolver suas habilidades e competências, estamos executando seu desenvolvimento dentro da linguagem. Isso significa, certamente, corrigir os erros mais evidentes, mas, sobretudo perguntar o que o aluno quis dizer com aquilo que produziram, quais foram as suas intenções ao colocar no papel o texto proposto, e sabendo que mesmo sendo desgastante e estar atentando para o fato de que as atividades de produção textual não são transferidas para outros, pois sabemos que é bastante difícil escrever com clareza.
Na maioria das vezes, o momento de avaliação se torna um espaço de discussões, pois sempre traz polêmicas aos envolvidos no processo educacional, e na maioria das vezes não se torna muito fácil concordar com o processo avaliativo, no entanto na sala de aula observada, era realizada avaliação contínua das atividades lançadas diariamente em sala de aula, bem como as atividades extraclasse, que eram bem vindas por todos. “Geralmente os alunos sentem-se pessoalmente atingidos pelas críticas a seus textos, levando-os a uma recusa para discutí-los; muitos professores acham-se melhores escritores do que os alunos. Neste sentido, os alunos consideram-se desprestigiados, não acatados, por vezes, nem sequer ouvidos. Essa assimetria e desigualdade geram conflitos, sendo necessário ajustar expectativas de ambos os lados”. Nessa sala esse fato foi bastante positivo, pois não houve por parte dos alunos e do professor nenhum constrangimento em discutir as atividades propostas para a execução da avaliação das suas atividades.
CONSIDERAÇÕES FINAIS:Posso afirmar que a oportunidade que tive de assistir as aulas da docente em sala de aula foi de fundamental importância e engrandecimento para minha formação profissional. A observação das atitudes dos alunos em sala e a postura da professora diante das diversas situações, bem como o modo como ela explanava sua aula com os conteúdos planejados para o dia, com desprendimento e segurança, significou uma experiência positiva para meu aprendizado profissional. Assim, nós, enquanto profissionais de educação, devemos traçar objetivos para realização de uma prática pedagógica que venha atender as necessidades reais de nossos alunos.

Relação entre Escritores da liberdade e Irandé Antunes.


Para ter-se uma boa prática pedagógica é necessário ir além da gramática, deve apoiar-se em outros recursos.  Sejam, objetivos, programas de estudo e pesquisas ou escolha de atividades, considerando formas particulares para realizá-las e avaliá-las.
Uma prática eficiente deve estar fundamentada num corpo, princípios teóricos, sólidos e objetivos. Sem descartar a individualidade de cada ser.
“Bons professores, como aranha, sabem que lições, essas teias de palavras não podem ser tecidas no vazio. Elas precisam de fundamentos” [...]. (Rubem Alves, 2001:19)
Baseado nos princípios de prática pedagógica de Irandé Antunes relacionamos com o filme Escritores da Liberdade aplicação de métodos usados pela professora de inglês que fez a diferença em uma escola toda contra ela. Movida pelo amor a profissão e o respeito ao próximo, marca a vida dos seus alunos. Enxergou as particularidades da sua turma, pagou um preço para vê-los crescer, não se limitou a sala de aula, incentivou-os a leitura e a escrita, usando como artifício um diário onde poderiam contar sua própria história.
Atitudes simples e inovadas trouxeram aos alunos oportunidades de serem incluídos numa sociedade cultural que lhes proporcionassem uma educação de qualidade. Dedicou-se totalmente aos alunos tornando-se um eixo norteador que os motivava a buscarem mudanças em suas vidas.
Por fim, a educação deve ser utilizada como mecanismo de transformação individual e comunitária, onde haja interação entre professor, aluno, escola e sociedade.


UNIVERSIDADE ESTADUAL DA BAHIA CAMPUS XVI
DOCENTE – KÁTIA LEITE
DISCENTES – DÁFNE, DEISIANE, GLAUCIVONE, NELCIMARE, SOLANGE, ZULENE
DISCIPLINA- PRÁTICA PEDAGÓGICA II

sábado, 3 de setembro de 2011

sábado, 23 de julho de 2011

A Cléber Ferreira Alves Duarte

Por amar-te tanto é que vivo
O teu amor me trouxe a vida
O teu amor me mantém acesa
Acende em mim a chama da eternidade
Apenas em teus braços encontrei a felicidade.

Não imagino sequer um dia
Não te ter ao meu lado
Fica comigo para sempre
Seja meu eterno namorado (...)

Tu és belo por natureza e essência
É bondoso, grande, inteligente
Tem qualidades raras
Meu amor tenha a certeza:
Te amarei eternamente.

Ao seu lado descobri quão bom é amar
Amor de alma e sentidos
Amar é entregar-se por inteiro
Ser fiel até a morte,
Pensar em quem se ama o tempo inteiro.


Se um dia você partir
Levará contigo a minha razão
No fim das contas não mais amarei a ti
Pois terá morrido o meu coração.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Reflexões acerca do filme "Escritores da Liberdade"

Escritores da Liberdade é um filme classificado como gênero de Drama. O filme é baseado em fatos reais, estrelado pela atriz Hillary Swank, que vive a personagem da professora “Erin Gruwell”. A história se passa por volta do ano de 1992, onde a cidade de Los Angeles vive uma verdadeira guerra nos seus bairros mais pobres, causados por gangues que são movidos pelas tensões raciais.

É meio a este drama, vivido por adolescentes na faixa etária entre 14 e 15 anos que Erin Gruwell assume a sala de aula, cansada de sua rotina diária e desiludida em relação à vida profissional, que ela muda radicalmente de profissão dedicando-se a educação. A professora chega cheia de expectativas a sala de aula, imaginava que todos os alunos iriam corresponder ao seu modelo educacional,tornando-se frustrante os primeiros encontros, as brigas, os desencontros e as insatisfações são constantes na expressões dos alunos, simplesmente ela é ignorada a ponto de ficar sozinha na sala de aula.

Erin leva até a direção da Escola a dificuldade encontrada em sala de aula, e  também é ignorada inclusive pela direção da escola. Mais Erin não desiste, chega em sala de aula com uma proposta de trabalho que se identifica com os alunos, fala
com eles através da música, conhecer cada um deles, no primeiro momento os argumentos são bizarros, os questionamentos são ofensivos: “...o que você faz aqui? o que vai fazer não vai mudar minha vida...” Profundamente assustada a professora responde perguntado se vale a pena participar de gangues, e se serão lembrados pelas atitudes.

Nesse instante a primeira semente é lançada, cada um tem a oportunidade de falar de si próprio, de seus medos, suas angústias, suas mágoas e demasiada violência. Encontramos nestas cenas o que o autor Cipriano Luckesi em sua obra Avaliação da Aprendizagem Escolar, explica sobre a avaliação diagnóstica, as possibilidades que são dadas aos professores de evidenciar atributos que os alunos já possuem e identificar potencialidades dos mesmos para utilizá-los na estruturação do processo de ensino aprendizagem. É o que faz Erin com esta dinâmica de trabalho.

Ao manter este contato com alunos, e participando de forma ativa ao mundo deles, a professora conquista a confiança, desse modo passa etapa de superação das dificuldades, através da metodologia da escrita em diários, adota um projeto de leitura e escrita baseado no livro “O diário de Anne Frank”, todos os alunos lêem o livro e a partir deste registram em seus diários tudo o que sentirem vontade de escrever a respeito da sua vida.

O respeito e autoconfiança é resgatado, a Senhora G como os alunos a chamam, apresenta uma nova realidade possível de transformação como aponta Paulo Freire em sua obra Pedagogia do Oprimido, os alunos saem da condição de marginalidade de oprimidos e iniciam no campo das possibilidades, ao lutarem pelos seus ideais, pelas suas conquistas ao enfrentarem os obstáculos, não mais com a violência, mais com o conhecimento.


Esta realidade está presente em nossa sociedade, no mundo. E estes jovens com as mentes travadas pelos terrores causados por estas circunstâncias e por não acreditarem mais em si mesma e até por acharem que ninguém acredita, eles continuam a praticar o mal. Até que num momento alguém os dispertam novamente para o mundo, os fazem sentir especiais, capazes e acreditarem na mudança.

Richard Lagravanese apresenta de forma bastante respeitosa as dificuldades que ainda em pleno século XXI acompanha a educação, ou seja, as mazelas da educação brasileira não são diferentes das mazelas norte Americana. Nossas escolas passam por dificuldades semelhantes, professores que tentam desenvolver trabalhos e são muitas vezes impedidos, não conseguem apoio da comunidade escolar, e muitas vezes não compactuam com as ideologias do sistema educacional.A educação se faz quando é significativa, ou seja a escola tende ir ao encontro das necessidades, respeitar cada aluno, como cidadão dotado de seus direitos e deveres.



O filme Escritores da Liberdade traz na sua essência o resgate e a valorização a “Educação”, é possível ser um educador sem ser ditador, é um filme de fácil entendimento e que traz significativas abordagens no seu contexto. Recomendado ao público de graduação ou especialização em pedagogia, ainda a quem perceba na educação uma forma de autonomia e que, com a cultura e conhecimento têm-se bases para o que o mundo seja melhor e mais digno para todos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Quando se tem fome, usamos a comida como meio para uma finalidade. Quando amamos alguém, como o filho, a mãe, o próximo, não pensamos em finalidade, porque o amor é um fim em sim mesmo. Quando a humanidade entender isso, seremos éticos.







quinta-feira, 14 de abril de 2011

O que é CULTURA?



A CULTURA é fundamental para a compreensão de diversos valores morais e éticos que guiam nosso comportamento social.   Entender como estes valores se internalizaram em nós e como eles conduzem nossas emoções e a avaliação do outro, é um grande desafio.
CULTURA - É o conjunto de atividades e modos de agir, costumes e instruções de um povo. É o meio pelo qual o homem se adapta às condições de existência transformando a realidade.
Cultura é um processo em permanente evolução, diverso e rico. É o desenvolvimento de um grupo social, uma nação, uma comunidade; fruto do esforço coletivo pelo aprimoramento de valores espirituais e materiais.  É o conjunto de fenômenos materiais e ideológicos que caracterizam um grupo étnico ou uma nação ( língua, costumes, rituais, culinária, vestuário, religião, etc ), estando em permanente processo de mudança.
A Filosofia espera contribuir para uma reflexão mais profunda sobre as questões relativas ao tema e à partir desta, contribuir para a superação de valores de herança colonial que entravam o desenvolvimento da sociedade.
AFRICANIDADES é um tema que está em pauta para reflexão, em todas as esferas da sociedade: educação, política, religião, economia ( nas leis sancionadas no governo Lula, conquista dos movimentos negros nas políticas de Ação Afirmativa, no processo de mudança social onde cada vez mais se torna visível a questão da discriminação em contradição com a visibilidade das potencialidades étnico-raciais e sociais em todos os níveis ( idade, cor, religião, gênero, manifestação cultural, classe social, etc ).
Cada vez mais se exige o conhecimento da cultura africana sem o véu do folclore que minimiza sua  importância junto ás matrizes indígenas e principalmente européia.
O Brasil é considerado o mais africano entre os países americanos, pois foi o principal receptor de escravos originários de África e, atualmente, 45 por cento dos seus 180 milhões de habitantes são negros ou mulatos.  
"O Brasil não só é um país da diáspora africana, mas também um país africano, a segunda maior nação negra do mundo"
Se entendermos que cada grupo étnico possui sua forma de se expressar no mundo, ampliamos nossa compreensão de que há uma diversidade cultural que deve ser respeitada, senão compreendida.  E o respeito compreende a liberdade de expressão.
A história ocidental nos deixou de herança o olhar etnocêntrico. Este olhar foi um dos fatores desencadeadores do fenômeno social da atitude preconceituosa e da discriminação.
No séc. XXI, uma parcela da população em um processo que é natural de mudança de mentalidade, se debruça sobre estes aspectos herdados com o objetivo de superá-los.  Nesta parcela estão artistas, livres pensadores, educadores, governo e grupos sociais, editores de jornais, livros e revistas, etc.  Em todos os setores e através de todos os meios de comunicação, o tema diversidade cultural está sendo tratado de forma profunda, pois entendem que só assim, se poderá avançar.
“Em geral, o senso comum emprega as expressões ‘ter cultura’ e ‘não ter cultura’ como sinônimos de culto e inculto, o que gera uma série de distorções e preconceitos”.
No sentido Antropológico, não falamos em Cultura, no singular, mas em culturas, no plural, pois a lei, os valores, as crenças, as práticas e instituições variam de formação social para formação social. Além disso, uma mesma sociedade, por ser temporal e histórica, passa por transformações culturais amplas e, sob esse aspecto, Antropologia e História se completam, ainda que os ritmos temporais das várias sociedades não sejam os mesmos, algumas mudando mais lentamente e outras mais rapidamente.
Se reunirmos o sentido amplo e o sentido restrito, compreenderemos que a Cultura é a maneira pela qual os humanos se humanizam por meio de práticas que criam a existência social, econômica, política, religiosa, intelectual e artística.
A religião, a culinária, o vestuário, o mobiliário, as formas de habitação, os hábitos à mesa, as cerimônias, o modo de relacionar-se com os mais velhos e os mais jovens, com os animais e com a terra, os utensílios, as técnicas, as instituições sociais (como a família) e políticas (como o Estado), os costumes diante da morte, a guerra, o trabalho, as ciências, a Filosofia, as artes, os jogos, as festas, os tribunais, as relações amorosas, as diferenças sexuais e étnicas, tudo isso constitui a Cultura como invenção da relação com o Outro.
O Outro, antes de tudo, é a Natureza. A naturalidade é o Outro da humanidade. A seguir, os deuses, maiores do que os humanos, superiores e poderosos. Depois, os outros humanos, os diferentes de nós mesmos: os estrangeiros, os antepassados e os descendentes, os inimigos e os amigos, os homens para as mulheres, as mulheres para os homens, os mais velhos para os jovens, os mais jovens para os velhos, etc.
Em sociedades como a nossa, divididas em classes sociais, o Outro é também a outra classe social, diferente da nossa, de modo que a divisão social coloca o Outro no interior da mesma sociedade e define relações de conflito, exploração, opressão, luta. Entre os inúmeros resultados da existência da alteridade (o ser, um Outro) no interior da mesma sociedade, encontramos a divisão entre cultura de elite e cultura popular, cultura erudita e cultura de massa.
DEFINIÇÕES A PARTIR DO ENTENDIMENTO DO QUE É CULTURA

DISCRIMINAÇÃO - Discriminar significa "fazer uma distinção". O significado mais comum, tem a ver com a discriminação sociológica: a discriminação social, racial, religiosa, sexual, étnica ou especista.
DIVERSIDADE - Movimento que vai na contra-corrente da monocultura ou cultura única.
A diversidade é percebida, com freqüência, como uma disparidade, uma variação, uma pluralidade, quer dizer, o contrário da uniformidade e da homogeneidade. Em seu sentido primeiro e literal, a diversidade cultural referia-se apenas e simplesmente, em conseqüência, à multiplicidade de culturas ou de identidades culturais. Mas, nos dias de hoje, esta visão está ultrapassada pois, para inúmeros especialistas, a «diversidade» não se define tanto por oposição à «homogeneidade» quanto pela oposição à «disparidade». Ela é sinônimo de diálogo e de valores compartilhados.’  
“A sociedade brasileira reflete, por sua própria formação histórica, o pluralismo. Somos nacionalmente, hoje, uma síntese intercultural, não apenas um mosaico de culturas. Nossa singularidade consiste em aceitar – um pouco mais do que outros - a diversidade e transformá-la em algo mais universal. Este é o verdadeiro perfil brasileiro… Sabemos, portanto, por experiência própria, que o diálogo entre culturas supera – no final – o relativismo cultural crasso e enriquece valores universais”.
ETNOCENTRISMO é uma atitude na qual a visão ou avaliação de um grupo sempre estaria sendo baseado nos valores adotados pelo seu grupo, como referência, como padrão de valor. Trata-se de uma atitude discriminatória e preconceituosa. Basicamente, encontramos em tal posicionamento um grupo étnico sendo considerado como superior a outro.
Não existem grupos superiores ou inferiores, mas grupos diferentes. Um grupo pode ter menor ou maior desenvolvimento tecnológico se comparado um ao outro, possivelmente, é mais adaptavel a determinados ambientes, além de não possuir diversos problemas que esse grupo "superior" possui.
FOLCLORE - Gênero de cultura de origem popular, constituído pelos costumes, lendas, tradições e festas populares transmitidos por imitação e via oral de geração em geração. "Folclore é tradição! Passado e presente! É cultura embasada nos usos e costumes de uma Nação!Todos os povos possuem suas tradições,crendios e supertições,que transmitem atrvés de lendas ,contos, proverbios e canções ".
PRECONCEITO - É uma atitute discriminatória que baseia conhecimentos surgidos em determinado momento como se revelassem verdades sobre pessoas ou lugares determinados. Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são o social, racial e sexual.
RELATIVISMO CULTURAL -  é uma ideologia politico-social que defende a validade e a riqueza de qualquer sistema cultural e nega qualquer valorização moral e ética dos mesmo.
O relativismo cultural defende que o bem e o mal são relativos a cada cultura. O "bem" coincide com o que é "socialmente aprovado" numa dada cultura. Os princípios morais descrevem convenções sociais e devem ser baseados nas normas da nossa sociedade.

Ex: Na cultura européia-ocidental, o ato de comer é feito com garfo, faca e colher.  Excetuando-se os cerimoniais, não há ordem estabelecida para sentar na mesa. Na China o costume é comer sentado.  No interior do nordeste é costume comer utilizando-se os dedos.  Junta-se um punhado de comida, em geral com farinha e com os dedos leva-a à boca.  Hábitos diferentes que naturais em seus contextos, podem ser mal interpretados fora deles.  Assim, comer com a mão pode ser uma falta de educação, comer com colher pode ser coisa de pobre ou comer com garfo e faca ou palitos pode parecer estranho a quem não tem este hábito.



Livros sobre Cultura (bibliografia indicada)

Cultura - Um Conceito Antropológico   Autor: Laraia, Roque de Barros
   Editora: Jorge Zahar
Cultura Popular na Idade Moderna   Autor: Burke, Peter
   Editora:Companhia de Bolso
O que é Cultura - Coleção Primeiros Passos   Autor: Santos, José Luiz dos
   Editora: Brasiliense
Cultura e Democracia o Discurso Competente e Outras Falas   Autor: Chaui, Marilena de Souza
   Editora: Cortez
Cultura e Elegância   Autor: Vários
   Editora: Contexto
O Diálogo Entre as Culturas - Do Universal ao Multiculturalismo   Autor: Jullien, Francois
   Editora: Jorge Zahar
Cultura e Política - Coleção Leitura   Autor: Schwarz, Roberto
   Editora: Paz e Terra
A Interpretação das Culturas   Autor: Geertz, Clifford
   Editora: LTC
A Cultura do Novo Capitalismo   Autor: Sennett, Richard
   Editora: Record
A Idéia de Cultura   Autor: Eagleton, Terry
   Editora: UNESP
Cultura Geral - Tudo o que Se Deve Saber   Autor: Schwanitz, Dietrich
   Editora: WMF Martins Fontes
Brasil - Almanaque de Cultura Popular   Autor: Andreato, Elifas
   Editora: Ediouro - RJ
Cultura das Transgressões no Brasil - Lições da História   Autor: Moreira, Marcilio Marques; Cardoso, Fernando Henrique
   Editora: Saraiva
Culturas e Artes do Pós-humano - Da Cultura das Mídias À Cibercultura - Coleção Comunicação   Autor: Santaella, Lucia
   Editora: Paulus
A Noção de Cultura nas Ciências Sociais   Autor: Cuche, Denys
   Editora: EDUSC
A Cultura no Plural   Autor: Certeau, Michel de
   Editora: Papirus
Cultura e Poder - Coleção Relações Internacionais   Autor: Martins, Estevão C. De Rezende
   Editora: Saraiva
Cultura na Prática   Autor: Sahlins, Marshall
   Editora: UFRJ
O que e Cultura Popular - Coleção Primeiros Passos   Autor: Arantes, Antonio Augusto
   Editora: Brasiliense

sábado, 9 de abril de 2011

A carta de Pero Vaz de Caminha


A CARTA DE PERO VAZ DE CAMINHA - (Fragmento.)

Senhor:
Posto que o Capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que ora nesta navegação se achou, não deixarei também de dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que -- para o bem contar e falar -- o saiba pior que todos fazer.
Tome Vossa Alteza, porém, minha ignorância por boa vontade, e creia bem por certo que, para aformosear nem afear, não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu.
Da marinhagem e singraduras do caminho não darei aqui conta a Vossa Alteza, porque o não saberei fazer, e os pilotos devem ter esse cuidado. Portanto, Senhor, do que hei de falar começo e digo:
A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de março. Sábado, 14 do dito mês, entre as oito e nove horas, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Grã- Canária, e ali andamos todo aquele dia em calma, à vista delas, obra de três a quatro léguas. E domingo, 22 do dito mês, às dez horas, pouco mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde, ou melhor, da ilha de S. Nicolau, segundo o dito de Pero Escolar, piloto.
Na noite seguinte, segunda-feira, ao amanhecer, se perdeu da frota Vasco de Ataíde com sua nau, sem haver tempo forte nem contrário para que tal acontecesse. Fez o capitão suas diligências para o achar, a uma e outra parte, mas não apareceu mais!
E assim seguimos nosso caminho, por este mar, de longo, até que, terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram 21 dias de abril, estando da dita Ilha obra de 660 ou 670 léguas, segundo os pilotos diziam, topamos alguns sinais de terra, os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, assim como outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam fura-buxos.
Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos: ao monte alto o capitão pôs nome o Monte Pascoal e à terraa Terra da Vera Cruz.


 


terça-feira, 5 de abril de 2011

Rodolfo Coelho Cavalcanti





BIOGRAFIA     Por Maria do Rosário Pinto


Rodolfo Coelho Cavalcanti nasceu em Rio Largo (AL) em 1919. Entretanto, consta do registro de nascimento a data de 1917. Filho de Arthur de Holanda Cavalcante e Maria Coelho Cavalcante, foi criado pelos avós maternos até os 8 anos, quando retorna à casa dos pais. As constantes mudanças entre Maceió e Rio Largo o obrigaram a trabalhar para ajudar no sustento familiar.
Adolescente, percorre parte do Norte e Nordeste, atuando como camelô, palhaço de circo, dentre outras atividades. Desde essa fase, já se faz notar como bom versejador, participando de pastoris, cheganças e reisados.

Defensor dos poetas

Em Parnaíba (PI), adquire folhetos do poeta e editor João Martins de Ataíde para revender, começando assim sua vida de folheteiro. Instala-se em Salvador (BA), em 1945, firmando-se como defensor e líder da classe de poetas. Publica folheto dedicado ao governador Otávio Mangabeira, que libera poetas, cantadores e folheteiros da proibição de comercializarem seus produtos em praças públicas. Publicou principalmente em Salvador e Jequié; formou uma vasta rede de agentes distribuidores em todo o Nordeste, editou também na Prelúdio (SP).
Realizou na Bahia, em 1955, o I Congresso Nacional de Trovadores e Violeiros. Como jornalista, fundou alguns periódicos, como A Voz do Trovador, O Trovador e Brasil Poético.
Percorreu vários temas da literatura de cordel, os mais recorrentes foram os abecês, biografias, cantorias e fatos do cotidiano. Foi também tema de vários poetas e pesquisadores da literatura de cordel.

Folhetos artesanais
Seus folhetos, em sua maioria, de oito páginas, com capas em xilogravuras ou clichês, eram confeccionados artesanalmente, com a ajuda dos filhos. Somente a impressão era feita em tipografias.
Publica o primeiro folheto, Os clamores dos incêndios em Teresina. Publica o ABC de Otávio Mangabeira, em 1949; ABC da praça Cayrú, [19--]; ABC de Getúlio Vargas, [19--]. Seu primeiro grande sucesso de vendas foi A volta de Getúlio, de 1950. Na Prelúdio (SP), os folhetos ABC dos namorados, do Amor, do Beijo e da Dança A Chegada de Lampião no Céu, ambos em 1959.
Morreu em 1986. Pouco antes, enviou trova para o II Concurso de Trovas de Belém do Pará: “Quando este mundo eu deixar / A ninguém direi adeus / Dos poetas quero levar / Suas trovas para Deus.



Chegada de Lampião no céu


1
Lampião foi no inferno
Ao depois no céu chegou
São Pedro estava na porta
Lampião então falou:
- Meu velho não tenha medo
Me diga quem é São Pedro
E logo o rifle puxou


2
São Pedro desconfiado
Perguntou ao valentão
Quem é você meu amigo
Que anda com este rojão?
Virgulino respondeu:
- Se não sabe quem sou eu
Vou dizer: sou Lampião.

3
São Pedro se estremeceu
Quase que perdeu o tino
Sabendo que Lampião
Era um terrível assassino
Respondeu balbuciando
O senhor… está… falando…
Com… São Pedro… Virgulino!
4
Faça o favor abra esta porta
Quero falar com o senhor
Um momento meu amigo
Disse o santo faz favor
Esperar aqui um pouquinho
Para olhar o pergaminho
Que é ordem do Criador
5
Se você amou o próximo
De todo o seu coração
O seu nome está escrito
No livro da salvação
Porém se foi um tirano
Meu amigo não lhe engano
Por aqui não fica não
6
Lampião disse está bem
Procure que quero ver
Se acaso não tem aí
O meu nome pode crer
Quero saber o motivo
Pois não sou filho adotivo
Pra que fizeram-me nascer?
7
São Pedro criou coragem
E falou pra Lampião
Tenha calma cavalheiro
Seu nome não está aqui não
Lampião disse é impossível
É uma coisa que acho incrível
Ter perdido a salvação
8
São Pedro disse está bem
Acho melhor dar um fora
Lampião disse meu santo
Só saio daqui agora
Quando ver o meu padrinho
Padre Cícero meu filhinho
Esteve aqui mas foi embora
9
Então eu quero falar
Com a Santa Mãe das Dores
Disse o santo ela não pode
Vir aqui ver seus clamores
Pois ela está resolvendo
Com o filho intercedendo
Em favor dos pecadores
10
Então eu quero falar
Com Jesus crucificado
Disse São Pedro um momento
Que eu vou dar o seu recado
Com pouco o santo chegou
Com doze santos escoltado
11
São Longuinho e São Miguel,
São Jorge, São Simão
São Lucas, São Rafael,
São Luiz, São Julião,
Santo Antônio e São Tomé,
São João e São José
Conduziram Lampião
12
Chegando no gabinete
Do glorioso Jesus
Lampião foi escoltado
Disse o Varão da Cruz
Quem és tu filho perdido
Não estás arrependido
Mesmo no Reino da Luz?
13
Disse o bravo Virgulino
Senhor não fui culpado
Me tornei um cangaceiro
Porque me vi obrigado
Assassinaram meu pai
Minha mãe quase que vai
Inclusive eu coitado
14
Os seus pecados são tantos
Que nada posso fazer
Alma desta natureza
Aqui não pode viver
Pois dentro do Paraíso
É o reinado do riso
Onde só existe prazer
15
Então Jesus nesse instante
Ordenou São Julião
Mais São Miguel e São Lucas
Que levassem Lampião
Pra ele ver a harmonia
Nisto a Virgem Maria
Aparece no salão
16
Aglomerada de anjos
Todos cantando louvores
Lampião disse: meu Deus
Perdoai os meus horrores
Dos meus crimes tão cruéis
Arrependeu-se através
Da Virgem seus esplendores
17
Os anjos cantarolavam
saudando a Virgem e o Rei
Dizendo: no céu no céu
Com minha mãe estarei
Tudo ali maravilhou-se
Lampião ajoelhou-se
Dizendo: Senhora eu sei
18
Que não sou merecedor
De viver aqui agora
Julião, Miguel e Lucas
Disseram vamos embora
Ver os demais apartamentos
Lampião neste momento
Olhou pra Nossa Senhora
19
E disse: Ó Mãe Amantíssima
Dá-me a minha salvação
Chegou nisto o maioral
Com catinga de alcatrão
Dizendo não pode ser
Agora só quero ver
Se é salvo Lampião
20
Respondeu a Virgem Santa
Maria Imaculada
Já falaste com meu Filho?
Vamos não negues nada
– Já ó Mãe Amantíssima
Senhora Gloriosíssima
Sou uma alma condenada
21
Disse a Virgem mãe suprema
Vai-te pra lá Ferrabrás
A alma que eu pôr a mão
Tu com ela nada faz
Arrenegado da Cruz
Na presença de Jesus
Tu não vences, Satanás
22
Vamos meu filho vamos
Sei que fostes desordeiro
Perdeste de Deus a fé
Te fazendo cangaceiro
Mas já que tu viste a luz
Na presença de Jesus
Serás puro e verdadeiro
23
Foi Lampião novamente
Pelos santos escoltado
Na presença de Jesus
Foi Lampião colocado
Acompanhou por detrás
O tal cão de Ferrabrás
De Lúcifer enviado
24
Formou-se logo o júri
Ferrabrás o acusador
Lá no Santo Tribunal
Fez papel de promotor
Jesus fazendo o jurado
Foi a Virgem o advogado
Pelo seu divino amor
25
Levantou-se o promotor
E acusou demonstrando
Os crimes de Lampião
O réu somente escutando
Ouvindo nada dizia
A Santa Virgem Maria
Começou advogando
26
Lampião de fato foi
Bárbaro, cruel, assassino
Mas os crimes praticados
Por seu coração ferino
Escrito no seu caderno
Doze anos de inferno
Chegou hoje o seu destino
27
Disse Ferrabrás: protesto
Trago toda anotação
Lampião fugiu de lá
Em busca de salvação
Assassinou Buscapé
Atirou em Lucifer
Não merece mais perdão
28
Levantou-se Lampião
Por esta forma falou
Buscapé eu só matei
Porque me desrespeitou
E Lucifer é atrevido
Se ele tivesse morrido
A mim falta não deixou
29
Disse Jesus e agora
Deseja voltar à terra
A usar de violência
Matando que só uma fera?
Disse Lampião: Senhor
Sou um pobre pecador
Que a Vossa sentença espera
30
Disse Jesus: Minha mãe
Vou lhe dar a permissão
Pode expulsar Ferrabrás
Porém tem que Lampião
Arrepender-se notório
Ir até o “purgatório”
Alcançar a salvação

31
Ferrabrás ouvindo isto
Não esperou por Miguel
Pediu licença e saiu
Nisto chegou Gabriel
Ferrabrás deu um estouro
Se virou num grande touro
Foi dar resposta a Lumbel

32
Resta somente saber
O que Lampião já fez
Do purgatório será
O julgamento outra vez
Logo que se for julgado
Farei tudo versejado
O mais até lá freguês
==============
Texto em formato PDF, 23Kb, 2 páginas.

A arte de viver é a arte de conviver.

A arte de viver é a arte de conviver.

Pesquisar este blog

Seguidores

Deficiente é...

Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
Louco é quem não procura ser feliz com o que possui. Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.
E só têm olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético é quem não consegue ser doce.
Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois Miseráveis são todos que não conseguem falar com Deus. A amizade é um amor que nunca morre.